sábado, 23 de fevereiro de 2008

Com o que buscar?

QUANDO O PRODUTO SE CONFUNDE COM A MARCA.

Quem é quem?

Todo o produto ou serviço que passa por fases de amadurecimento, e por isso dificuldades, e logo quando se tornam "unânemes" ou altamente concorrentes no mercado de consumo, inevitavelmente precisam superar ou aprender a conviver com um problema produzido pelo seu próprio consumidor ou usuário: misturam identidade da marca e do produto.

Muitos "famosos" já passaram ou passam por isso. Temos casos célebres, como a lâmina de barbear da marca Gillette. Muitos até hoje ainda chegam num comércio popular e pedem a sua "gillete". Outros casos como o do refrigerante que é clássico. O consumidor chega ofegante no bar e diz: "Me dá uma coca aí por favor!!" (coloquial mesmo). Neste caso ainda é mais interessante, por que o consumidor pediu a marca mesmo, nem sequer expressou que sua vontade era sabor cola, mas pediu implicitamente o produto Coca-Cola.

Esses casos de profunda identidade são bastante raros, mas existem muitos outros similares. vamos a um teste que poderíamos chamar de "TOP OF MIND" ou um tipo de ranking de moda:

Leite moça (leite condensado), IBM (no início da febre, um PC), McDonald´s (fast food), Disney (parque), Sony (som e imagem), Kodak (máquina fotográfica), Intel (processador), Nike (tênis), Nescafé (pó de café), Levi´s (calças de lona), Colgate (creme dental), Omo (sabão em pó), etc...

Há muitos casos, inclusive locais ou sazonais, que se limitam a uma região ou a um período, o que passamos a chamar de hábito ou moda.

Deu pra perceber o problema? Não? Então vamos esclarecer...

Você deve estar se perguntando: o que isso têm haver com o Google e qual é o problema? Tem tudo haver por tratar-se do mesmo caso dos anteriores, o de confundir o produto com o serviço. No caso do Google isto já foi oficicialmente reconhecido, pois o Oxford English Dictionary já colcocou o verbete "googlar" como sendo sinônimo de buscar na internet. Ok, isso é excelente, do ponto de vista de marketing, mas muito ruim do ponto de vista econômico. E não poderemos saber como isso pode acabar?

QUANDO USAMOS O YAHOOO AO QUERERMOS GOOGLEAR

Imeginemos que num encontro entre dois amigos da faculdade, um ainda está desenvolvendo uma pesquisa, o outro então diz vamos "googlear" alguma coisa. Ou traduzindo, vamos buscar alguma coisa na intenet. O primeiro então se senta na frente de seu computador e abre o Yahoo.

Aí começa o grande problema de identidade, na verdade falta de identidade. O usuário não mais relaciona o verbete ao produto e sim à ação, e não se importa mais se o produto é A, B ou C, o que importa é buscar. O que nos resta é esperar pra ver no que vai dar. Mas algumas coisas são certas:

POR QUE O GOOGLE É O MELHOR BUSCADOR?

Uma: O Google não chegou onde chegou num passe de mágica;

Duas: O Google começou fazendo certo, pode ter sido de forma errada, mas começou certo, por que o fundamento dos motores de busca, que é a sua base de dados, o Google desde o início vem fazendo corretamente, por isso possui a maior base de dados dos motores de busca;

Três: Há uma frase que até pode não ser célebre, mas diz tudo, e que foi dita por Larry Page e registrada no livro referência neste blog: "...a inspiração precisa de muita transpiração". O que significa trabalho, trabalho, trabalho,... é o que o Google tem feito;

Quatro: Os criadores do Google sempre trabalharam focados nos usuários. Não fizeram um serviço pra eles ou pra um grupo técnico, mas sim pros usuários do serviço;

Cinco: Os criadores fizeram o Google como um serviço diferenciado, não mais um motor de busca, mas o motor de busca com alto desempenho;

Seis: Tudo o que o Grupo Google desenvolve é de fundamento livre. Existe a oferta de serviço especializado que exige remuneração, mas todos são fundamentalmente utilizáveis por todos, inclusive pelos criadores dos outros, claro;

Sete: O sistema de classificação das páginas (Page Rank, em alusão ao próprio nome do criador Larry Page) é o diferencial nos resultados de busca do Google em relação aos demais;

Oito: A atualização chega, em alguns casos, em algumas páginas e portais, a ser diária. Por isso, em algumas pesquisas os resultados refletem assuntos do mesmo dia de publicação e busca; [atualização: hoje, 31 de agosto de 2010, é instantânea.]

Nove: A presença em muitos países o torna o mais capilar de todos os buscadores. Inclusive considerando-se as fontes locais, personalização da busca em função da língua;

Dez: A diversidade de tipos de formato dos dados que podem ser resgatados, sejam: textos, planilhas, portáveis (PDF), imagens, banco de dados, compactados, etc...;

Onze: A integração de serviços, como: DOC, Livros, Bookmark, Histórico, Notícias, Vídeos, Fotos,..., enfim, a possibilidade de integrar vários serviços, diminuindo trabalho, erradicando erros de usuários,...

Doze: O usuário pode customizar não só a busca, mas o alerta, o doc´s, a agenda, possibilitando maior eficiência àquilo que o usuário deseja, da forma que deseja.

Treze: Serviços como o alerta, permitem um grau de especificidade infinita, oferecendo um serfiço bastante personalizável.


Quatorze: Apresença em muitos países trouxe como consequência a variedade de busca em líguas diferentes.

Quine, dezesseis, dezessete, dezoito... Ufa!!!

É uma coleção de motivos e vantagens que atraem o usuário e os habitua a utilizar este grande e revolucionário motor de busca.
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REFERÊNCIAS:

O livro: GOOGLE. A história do negócio de mídia e tecnologia ....
Autor: David A.Wise e Mark Malseed - Tradução: Gabriela Fróes - ISBN: 978-85-325-2149-1

Veja a abordagem do Google sobre seus serviços para soluções corporativas, a caixinha amarela:
Google Enterprise e os recursos do Gogole Enterprise.
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UM ACHADO: não é grande por que é engraçado.

Uma pequena reportagem sobre googlar:
BBC Brasil
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