sexta-feira, 15 de maio de 2009

A Lei Eduardo Azeredo e congêneres...

No Brasil as coisas acontecem de forma tão obscura, maldosa, de má fé,... Depois ainda dizem que o povo brasileiro é maravilhoso. Se somos maravilhosos por que as pessoas agem assim de forma tão "lei de gerson", do tirar vantagem a qualquer preço; me desculpem os Gersons.

Atualmente o que tem sido colocado em voga na mídia é a Lei Eduardo Azeredo, de restrição de acesso à internet. No site SaferNet se pode ler bastante sobre o assunto. A minha opinião sobre isso é que seja revista a lei de Direito Autoral, não só a brasileira, mas em outros países também. Existem casos e casos, encontro muitos posts sobre direitos autorias na internet que considero importantes.

Na vida real há violação de todo tipo, violação de direitos humanos, violação de direito à habitação (prevista na Lei maior), violação de direito à educação (prevista na Lei Maior), violação de direito a ser (verbo) ser humano, ainda muitas violações à própria Lei Maior, em que muitos dos seus artigos dependem de legislação complementar (como a do imposto sobre riquezas), que nosso Congresso Nacional nem mesmo demonstra qualquer interesse em tornar a nossa Lei maior legítima, ela ainda é "ilegal", ou não tem efeito de lei.

Há violações de direito fundamental, há violação de referência ao objeto passível de direito, há muitos casos, mas precisamos parar de pensar como feudos, como se ainda vivesse-mos no período do domínio latifundiário, tranferindo o objeto de domínio para o meio virtual, abstrato.

Precisamos, como criaturas com mesmas funcionalidades e características biológicas, como tendo sido originados da mesma força criadora, vivendo no mesmo "lar", na mesma crosta, a pensar como unidade, como um organismo único, a humanidade corre riscos se fragmentando em burros e intelectos, dominados e dominantes, fortes e fracos, melhores e piores, grandes personalidades e pequenos anônimos, etc

Quando nos fragmentamos nos tornamos fracos. E é nessa fraqueza que os grupos fortes social, religiosa e economicamente subjulgam os grupos menores. Mas os homens são estúpidos mesmo, sempre foram, mas graças a DEUS existe evolução.

Sou a favor do acesso irrestrito e total, independente de se ser político, pessoa comum, negro, branco, amarelo, umbandista, protestante, evangélico, espírita, homem, mulher, homosexual, bom ou mal, criança, adulto. Sou a favor do compartilhamento.

Mas gostaria de fazer uma crítica às autoridades brasielrias, que permitem que se venda um produto de forma incompleta e que na diversidade de serviços se fará um comércio mercenário e sangrento. Falo sobre a transmissão digital de televisão. Estão vendendo o produto/serviço como se só existisse a alta definição.

"AAHH! VEJA COMO A IMAGEM É DE ALTÍSSIMA DEFINIÇÃO!!!".

Quando nem os aparelhos fabricados e vendidos no Brasil têm capacidade de receber tal definição. Mas existem outras centenas de serviços embarcados neste sinal que no Brasil, como foi e está sendo feita na telefonia, vão acabar vendendo como serviço agregado, o que não é verdade. Por exemplo: interatividade, interconectividade, a alta definição também, convergibilidade, e outros que iremos descobrir na medida do uso. Insisto: vão vender os serviços como se eles devessem ser adicionados. Mentira, eles já existem no sinal digital de alta definição. É o que acontece hoje e sempre com a telefonia no Brasil, é o maior mercado ilegal legalizado e permitido pelas autoridades.

Não preciso falar mais nada.